Em entrevista Robert fala sobre sua vida depois de Crepúsculo

No primeiro Crepúsculo, a novidade imperou. No segundo filme, Lua Nova, a histeria tomou conta. Agora, Robert Pattinson, 24 anos, encara a jornada no papel do vampiro Edward Cullen com uma certa dose de conformismo. O astro de Eclipse, terceiro capítulo da série que adapta a obra de Stephenie Meyer, ainda continua como o ator mais sexy do planeta por várias publicações, recebe milhares de pedidos de casamento por carta, mal consegue colocar os pés fora de casa e é um dos homens mais ricos da Inglaterra, com 13 milhões de libras (cerca de 34 milhões de reais) na conta. Mas ele não deixa nada interferir em seu jeitão despojado. Sabe bem da importância da franquia para sua carreira, porém quer ir mais longe em sua área. ”Preciso admitir que essa é minha vida”, confessa Robert. ”Mas, na minha mente, sou o mesmo sujeito de sempre.”

É impossível imaginar como deve ser sua vida. Deve ser uma loucura, não é?

Eu ainda não tenho um ponto de vista objetivo sobre as coisas, então eu não posso analisar alguma coisa ainda. Não sei como lidar direito com tudo. Quando imagino as pessoas gritando, sei que, neste local, haverá uma multidão de fotógrafos. Preciso admitir que essa é minha vida, mas, na minha mente, sou o mesmo sujeito de sempre. Tenho os mesmos amigos e a mesma família.

Ainda continua indo aos mesmos lugares?

Em Londres, continuo fazendo as mesmas coisas. Não acreditei quando fui fotografado comprando cuecas. Eu avisei para meus amigos que isso não ia dar certo, mas eles falaram que eu estava sendo ridículo. Chegamos na Marks & Spencer (loja inglesa de roupas) e os fotógrafos estavam lá. Foi estúpido.

É o que os homens fazem!

(Risos.) Pois é.

Você já consegue rir desses problemas?

Sim. A única hora que me irrito é quando citam pessoas que nunca quiseram se envolver nesta confusão. Se as pessoas começam a ligar para minha família por causa de coisas que não falei, isso prejudica. Mas nada além disso. Não dou entrevistas fora das combinadas para a promoção dos filmes e dificilmente vou para algum canto que me fotografem. Então, eu nunca saio (risos). Mas não importa. A única coisa que interfere é quando você começa a aparecer tanto nas notícias que as pessoas pensam que não sou um ator de verdade.

Há horas que deseja ter uma vida normal?

Às vezes, mas não lembro como era minha vida antes de Crepúsculo. Eu vivia entediado o tempo todo (risos). E nem posso reclamar de não conseguir ir a bares agora, porque eu nunca fui para bares, mesmo antes do filme (risos).

Você falou que só conseguia andar em paz em Tóquio. Isso mudou?

Ainda é assim. Ninguém me reconhece lá e é maravilhoso. Pena que o Japão não é o centro da indústria cinematográfica.

Qual o lado bom da fama?

Houve uma época bem bacana, pouco antes de Crepúsculo estrear. Quando eu morava em Los Angeles, saí com uma amiga e fomos para uma balada, onde há várias listas para podermos entrar. A hostess perguntou em qual lista estávamos e eu falei: ”Rob Pattinson”. Ela respondeu: ”Ah, pode entrar”. Após passar anos sendo impedido de entrar em clubes, de repente, as portas se abriram. Claro que, quatro meses depois, eu não queria sair mais para esses lugares.

Você leva a sério quando o deixam entrar em todos os cantos?

Não, eu entendo. É Los Angeles, sabe? As coisas acontecem dessa forma naquela cidade. Em Londres, não importa quão importante é você, contanto que molhe a mão do leão de chácara com umas 200 libras (risos). Aí, você entra.

Você ainda mora em Los Angeles?

Não, eu ainda tenho três malas.

Você tem grande ambição em sua carreira. A presença de David Slade na direção de Eclipse lhe afetou de alguma maneira?

Acho que não. Quando eu via os clipes dele, não sabia quem dirigia.

É verdade que Simon Cowell (American Idol) quer você para a gravadora dele?

Eu não sei de onde isso veio. Acho que ele só contrata músicos que saem de seus shows, não?
Há algum filme ou DVD você queira ver?
Quero assistir a um filme chamado Dogtooth. É de um diretor escandinavo (na verdade, é do grego Giorgos Lanthimos). Mas não sei qual DVD quero comprar. Eu passo o dia em casa fazendo pedidos pela Amazon. Sou um mané! (risos)

Você vive em hotéis pelo mundo. Como consegue manter a forma?

Cheguei ao ponto de não conseguir comer mais no hotel. No começo da divulgação de Crepúsculo, passei muito tempo morando em um hotel, então comia a mesma coisa todos os dias e enjoei. Agora, só me alimento de coisas saudáveis.

O que você comia neste hotel?

Frango Tikka (prato do sudeste asiático feito à base de ervas e iogurte). Era tão bom que eu olhava para o cardápio e tinha vontade de comer novamente. O melhor dos hotéis em Los Angeles é que eles deixam um saco de comida saudável para mim todas as manhãs. Eu me alimento cinco vezes ao dia.

É uma dieta especial?

Não. É uma refeição equilibrada. Você pode escolher do cardápio.

Você sente saudade da comida caseira?

Sim, mas toda vez que estou na estrada, as pessoas conseguem cozinhar tudo que eu quero. Até as coisas mais absurdas.

Nunca cozinha?

Não, não tenho a genética para isso. Não sei o que é saboroso. Sei apenas que molho barbecue combina com tudo (risos).

Não é uma vida muito solitária na estrada?

Nunca estou no mesmo lugar por muito tempo e estou sempre trabalhando. Gosto de ficar sozinho. Eu poderia facilmente ficar dois meses sem falar. Passo a maioria dos meus dias tendo conversas que não passam do ”Oi, tudo bem? Tenha um bom fim de semana.” Eu falo isso para umas 300 pessoas por dia (risos).

Você se considera uma pessoa solitária? Não tem tantos amigos?

Eu tenho os mesmos amigos e todos eles estão se dando bem na mesma área que eu. Vivem viajando também. Eles confiam em mim, assim como confio neles ao ponto de ficarmos um ano sem aparecer e nada mudar. Nossa amizade é como aquele lençol que você se cobria quando morria de medo do escuro.

E eles falam que você mudou?

Não. Bem, pelo menos eles nunca falaram nada na minha cara (risos).

Edward é bem tradicional ao cortejar Bella. Você é assim também?

Eu não gostaria de me meter em um encontro à moda antiga. Acho que cortejar é uma coisa boa, porque é algo que outra pessoa vai sentir prazer, mas não significa que é a maneira certa. Há pessoas que se encontram em um bar, dormem na mesma noite e passam o resto da vida juntas. Não há uma fórmula. O amor é decidido pela vontade individual.

Como você se sente com todas aquelas garotas gritando ”Casa comigo!”?

Elas estão gritando para si mesmas. É como aquela menina que sai com uma minissaia. Ela não está fazendo isso para os garotos, mas para mostrar para as outras garotas (risos). Tenho certeza.

Mas os meninos não lêem Crepúsculo, não é? Não é muita vergonha?

Acho que os adolescentes que namoram fãs de Crepúsculo estão lendo os livros.

É uma forma de educação para eles?

Antigamente, eu passava nas livrarias e os caras que compravam o livro escondiam por baixo de uma revista de automobilismo (risos). Agora, eu os vejo comprando sem problemas. Alguns membros da família de Will Smith estão promovendo Karatê Kid pelo mundo e eles falaram que Crepúsculo é o livro preferido deles. Eu pensei: ”O quê? Vocês deveriam estar promovendo Karatê Kid, caras!” (risos)

Qual era seu livro favorito aos 15 anos?

Eu adorava The Rachel Papers, de Martin Amis e Nick Hornby (Alta Fidelidade).

Vendo algo da Copa do Mundo?

Eu só consegui ver França e Paraguai até agora.

FONTE

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