Entrevista com Anna Kendrick

Com seu desempenho na comédia ‘Up in the Air’ gerando burburinho no Oscar e uma indicação ao Golden Globe, um novo filme ‘Twilight’ a caminho e um papel coadjuvante no próximo filme de Edgar Wright ‘Scott Pilgrim vs the World’, Anna Kendrick, 24, é um dos nomes para se prestar atenção em 2010. Só não a chame de estrela.

‘Up in the Air’ chamou sua atenção como um jeito de sair do gênero de filmes adolescentes?

‘É a primeira vez que eu interpretei alguém da minha idade, o que foi bem excitante. Eu interpretei garotas do colegial a minha vida inteira, dessa vez eu senti que eu estava sentando na mesa dos adultos. E eu amo personagens femininas fortes. É uma coisa bem rara achar um papel tão elaborado para uma jovem mulher.’

O que você esperava quanto à sua personagem, Natalie?

‘Eu adoro o fato de ela ter sua própria história. Ela não existe para idealizar a história, para destacar outro personagem masculino. Ela tem seus próprios problemas, seus próprios erros para descobrir. E você não costuma ver personagens femininos nessa faixa etária que não são sexualizadas, mesmo se elas não são o interesse amoroso. Ela poderia facilmente ter sido um homem.’

Você se vê nela?

‘Eu acho que ela é bem frustrada pelo fato de que ela nasceu mulher – ela vê isso como uma deficiência. Ela passa a vida tentando provar que ela é durona o bastante, que ela pode ser um dos garotos. O jeito dela de fazer isso é conseguir o trabalho mais difícil que tiver, só para provar que ela consegue fazer. Eu consigo me relacionar com essa frustração.’

Como ‘Up in the Air’ foi diferente da sua experiência em ‘Twilight’?

‘Você pode relaxar mais quando interpreta uma personagem divertida do que quando interpreta uma personagem muito rígida. Mas para ser honesta, eu acho que George Clooney é mais adolescente que qualquer pessoa do elenco de “Twilight”. Ele é o cara que joga uma bola de futebol na sua cabeça e depois se esconde no canto, fingindo que não foi ele!’

Você se encontrou entrando na personagem e brigando com ele?

‘Eu brigo com ele de qualquer jeito! Eu acho que ele gosta. Mas no geral ele é uma ótima pessoa, ele não tem interesse me machucar ninguém. Ele não pregou peças em mim até ele perceber que eu podia retrucar tão bem quanto receber. Então a gente se provocava o tempo todo.’

Como foi sua relação de trabalho?

‘Foi ótima. George é irritantemente perfeito. Ele nunca erra, está na hora para todo mundo. Mesmo quando você acha que ele pode estar tendo um dia ruim, ele não mostra. Ele me deu esperanças de que você pode fazer esse trabalho por um longo tempo e manter um nível de sanidade.’

Você está claramente mais interessada em ser uma atriz do que uma celebridade…

‘É um equilíbrio delicado. Meu objetivo sempre foi trabalhar para me sustentar. Eu tive muita sorte de sair da série “Twilight” sem nenhum arranhão. Alguém me perguntou recentemente como é ser uma estrela. Eu achei que foi a pergunta mais estranha. Se você visse a minha vida no dia-a-dia, a palavra ‘estrela’ simplesmente não se aplica.’

Qual foi o fã de ‘Twilight’ mais maluco que você já encontrou?

‘Eu estava em Vancouver. Uma garota chegou para mim, me perguntou se eu estava em “Twilight”, e perguntou quando eu iria ver o Taylor Lautner novamente. Ela parecia estar muito ansiosa. Ela tinha algo para ele na bolsa dela – obviamente ela anda com isso por aí caso ela encontre algum membro do elenco. Eu estava com medo que fosse uma cabeça decapitada ou alguma coisa parecida! Eu achei que se eu pegasse, eu ia ter a responsabilidade de entregar para o Taylor. Eu não queria que ele pensasse que eu sou maluca. Mas eu ainda imagino o que tinha lá.’

Você já foi uma fã maluca?

‘Eu já acampei por ingressos quando o The Strokes foram para a minha cidade. Eu estava na primeira fila, só encarando o Julian Casablancas como uma esquisita. A única vez que ele olhou de volta eu achei que eu fosse explodir!’

O que você pode nos dizer sobre ‘Scott Pilgrim vs the World’?

‘Foi desafiador, mas divertido. Trabalhar com Edgar Wright foi ótimo, porque ninguém quer o filme pronto mais do que ele. É como ter a sua própria líder de torcida pessoal no set. Ele é como uma criança em uma loja de doce.’

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